Artrose no Joelho: entenda os sintomas, causas e opções de tratamento

Autor: Dr. Victor Guil
A artrose do joelho é uma condição bastante comum e uma das principais causas de dor e limitação de movimento em adultos e idosos. Com o desgaste progressivo da articulação, atividades simples do dia a dia — como caminhar, subir escadas ou permanecer muito tempo em pé — podem se tornar desconfortáveis e impactar diretamente a qualidade de vida.
Apesar de ser frequentemente associada ao envelhecimento, a artrose do joelho também pode surgir em pessoas mais jovens, especialmente após lesões, alterações no alinhamento dos membros ou sobrecarga articular.
O que é a artrose do joelho?
Também conhecida como gonartrose ou osteoartrite do joelho, a artrose é uma condição degenerativa caracterizada pelo desgaste da cartilagem que reveste a articulação. Essa cartilagem funciona como uma espécie de “amortecedor”, permitindo que os ossos deslizem suavemente durante os movimentos.
Com a progressão da doença, além da cartilagem, outras estruturas do joelho também podem ser afetadas, como meniscos, ligamentos, cápsula articular e o osso abaixo da cartilagem.
Esse processo pode gerar inflamação, dor, rigidez e perda progressiva da função articular.
Quais são as causas da artrose no joelho?
A artrose possui origem multifatorial, ou seja, diferentes fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento.
Ela pode ser classificada em:
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Artrose primária: relacionada principalmente ao envelhecimento natural da articulação, sendo mais comum após os 60 anos.
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Artrose secundária: acontece quando existe uma causa identificável, como traumas, cirurgias prévias, lesões ligamentares, alterações anatômicas ou doenças inflamatórias.
Além disso, hábitos e estilo de vida também influenciam diretamente na saúde articular ao longo dos anos.
Principais fatores de risco
Alguns fatores aumentam as chances de desenvolver artrose no joelho, entre eles:
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Idade avançada
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Excesso de peso e obesidade
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Histórico familiar
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Lesões anteriores no joelho
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Desalinhamento dos membros inferiores
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Sedentarismo
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Atividades de alto impacto repetitivo
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Alterações congênitas da articulação
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Inflamações ou infecções articulares prévias
O excesso de peso merece atenção especial, já que aumenta significativamente a sobrecarga sobre a articulação do joelho.
Quais são os sintomas da artrose do joelho?
Os sintomas podem variar de acordo com o estágio da doença, mas os mais comuns incluem:
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Dor no joelho
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Rigidez articular
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Inchaço
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Sensação de travamento
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Estalos durante o movimento
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Redução da mobilidade
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Dificuldade para caminhar, subir escadas ou agachar
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Sensação de instabilidade
Em fases mais avançadas, a dor pode surgir até mesmo em repouso e comprometer atividades simples da rotina.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado através da avaliação clínica e do exame físico, associados a exames de imagem.
As radiografias ajudam a identificar sinais característicos da artrose, como diminuição do espaço articular, formação de osteófitos (“bicos de papagaio”) e alterações ósseas. Em alguns casos, a ressonância magnética também pode ser solicitada para avaliação mais detalhada das estruturas do joelho.
A artrose do joelho tem cura?
A artrose não possui cura definitiva, já que a cartilagem apresenta capacidade limitada de regeneração. No entanto, isso não significa que o paciente precise conviver com dor constante ou perda progressiva da qualidade de vida.
Com acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas, melhorar a função da articulação e retardar a evolução da doença.
Como funciona o tratamento da artrose no joelho?
O tratamento deve ser individualizado, considerando a intensidade dos sintomas, idade, rotina e limitações do paciente.
As opções não cirúrgicas incluem:
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Controle do peso corporal
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Fisioterapia
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Fortalecimento muscular
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Exercícios de baixo impacto
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Reeducação do movimento
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Uso de órteses em alguns casos
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Medicações para controle da dor e inflamação
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Infiltração com ácido hialurônico, quando indicada
A prática de atividade física supervisionada costuma ser uma das estratégias mais importantes para preservar mobilidade e função articular.
Existe alternativa para quem não pode ou não deseja operar?
Sim. Em alguns casos, procedimentos minimamente invasivos podem ajudar no controle da dor, como bloqueios ou neuromodulação dos nervos geniculares, estruturas responsáveis pela transmissão da dor no joelho.
Essas alternativas podem proporcionar alívio temporário dos sintomas e auxiliar pacientes que possuem contraindicação cirúrgica ou desejam adiar um procedimento.
Quando a cirurgia pode ser indicada?
A cirurgia costuma ser considerada quando os sintomas persistem mesmo após o tratamento conservador e passam a limitar significativamente a qualidade de vida do paciente.
A indicação depende de diversos fatores e deve ser avaliada de forma individualizada pelo ortopedista.
Cuidar cedo faz diferença
Quanto mais precoce for o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de preservar a função do joelho e manter uma rotina ativa por mais tempo.
Dor persistente, limitação de movimento ou desconforto frequente no joelho não devem ser ignorados. A avaliação especializada é importante para entender a causa dos sintomas e definir a melhor estratégia de tratamento para cada caso.
Referências:
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